Brasil
Na parte mais abrigada da ilha principal de Alcatrazes, o Saco do Funil foi raia de tiro da Marinha do Brasil, que aferia os canhões de seus navios em treinos de artilharia mirando nos costões rochosos da enseada. Os antigos alvos pintados nas pedras continuam visíveis até hoje. Os tiros levaram a Marinha a interditar a navegação na região entre 1998 e 2008, e as restrições de acesso ligadas aos treinamentos militares duraram até 2016. Naquele ano, em 2 de agosto, foi criado o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, com 67.409 hectares. Em dezembro de 2018 a visitação ao refúgio começou de forma experimental, e o mergulho autônomo em Alcatrazes voltou a ser aberto ao público depois de mais de 30 anos proibido.
No ponto, são comuns as tocas de polvo, rodeadas por grande quantidade de conchas e restos de caranguejo. Em Alcatrazes, garoupas, bodiões e cardumes de enxada costumam cercar os mergulhadores durante as visitas. Na entrada do Saco do Funil foi instalado um hidrofone de monitoramento acústico passivo, com a finalidade de registrar cetáceos e embarcações no Refúgio.
A visitação ao refúgio é possível o ano todo, mas as condições climáticas e oceanográficas para navegação e mergulho autônomo costumam ser melhores de novembro a maio. Na região, as baleias costumam ser vistas com mais frequência de junho a setembro.
As informações desta página, inclusive dados técnicos como profundidade, corrente, visibilidade, acesso e nível recomendado, são informativas e podem variar. Confirme as condições reais com uma operadora local antes do mergulho.
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