Brasil
Os destroços junto à Pedra que Ronca são identificados, como hipótese provável, com o Postilhão da América, bergantim do Correio Marítimo construído em 1797 na Ribeira das Naus de Salvador, por ordem do governador Fernando José de Portugal e Castro. Em fevereiro de 1799, o Postilhão foi tomado por corsários perto de Cabo Frio, mas o capitão mandou as cartas para terra num bote.
Numa tarde de vento muito fraco, o navio não respondeu às manobras para desviar dos arrecifes e acabou batendo nas pedras. Na tentativa de desencalhá-lo, marinheiros se lançaram ao mar e um deles se afogou. Após um desentendimento a bordo, a tripulação abandonou o navio e desertou, apesar das ordens do comandante. O navio não foi socorrido a tempo, mas a mala de cartas foi salva e levada a Salvador. Entre a correspondência estava a notícia de que a Espanha havia declarado guerra a Portugal.
Hoje, no fundo, há 39 canhões de ferro fundido amontoados, barras de ferro e cinco âncoras, e supõe-se que parte dos canhões servia de lastro. Muitas algas cobrem e camuflam os canhões e as estruturas do naufrágio. Por volta de 1987, um caçador submarino teria achado ali, após um temporal, uma moeda portuguesa de 1800.
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