Brasil
O Seawind deixou Vitória em 28 de maio de 2011 rumo à Itália, mas uma falha no sistema de refrigeração do motor fez a tripulação voltar e seguir para Fortaleza, a cidade mais próxima. A viagem foi marcada por salários atrasados e falta de comida: parte da tripulação voltou à Bulgária, e seis marinheiros ficaram três meses a bordo, pescando para comer, até a Justiça do Trabalho reter o navio. Carregado com 4 mil toneladas de granito e com 70 toneladas de óleo bunker nos tanques, o navio já estava havia um ano ancorado no fundeio do Mucuripe por questões trabalhistas quando, em 27 de junho de 2012, começou a entrar água na casa de máquinas pela válvula de fundo.
Ele afundou às 22h15 de 28 de junho de 2012, depois de a taxa de alagamento aumentar de repente à noite, e a superestrutura e a proa ficaram fora d'água. Ninguém morreu nem se feriu no naufrágio. Os mergulhadores contratados não achavam o vazamento, e quem o encontrou foi um caçador submarino local, que o tapou com uma enorme rolha de madeira.
Menos de seis meses após o naufrágio, a Companhia Docas do Ceará marcou um leilão da sucata do navio e dos 152 blocos de granito ainda no porão, com lance inicial de R$ 4,512 milhões. Poucos meses depois do naufrágio, a cabine de comando, que ficava acima da superfície, tombou para bombordo e sumiu de vista.
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