Brasil
Em 1885, o vapor Rio Negro passou à Companhia Nacional de Navegação a Vapor do Rio de Janeiro e foi reformado, recebendo duas máquinas a vapor de dupla expansão que moviam dois hélices. O rebocador Commandante Alvim foi enviado ao local; parte da carga foi lançada ao mar e outra parte passada a um pontão trazido pelo rebocador. O rebocador levou a Santos 29 passageiros de primeira classe e 31 de terceira. Um passageiro que já havia embarcado doente no Paraná morreu.
Hoje os destroços estão desmantelados, com restos de cavername e ferros retorcidos espalhados entre as pedras. Eles ficam diante de uma rocha com fratura, perpendiculares ao costão. Ainda se veem os restos de duas caldeiras de três fornalhas e as duas máquinas de dupla expansão caídas de seus suportes, com dois grandes eixos seguindo alinhados até a popa. A popa é a parte mais inteira, tombada para bombordo e dominada pelo grande leme, ainda alinhado ao casco. O naufrágio termina na popa, numa grande laje retangular de pedra, e é por ela que se recomenda começar o mergulho. As ferragens viraram um recife artificial com muitos peixes, corais-cérebro e até tartarugas. O naufrágio Tocantins fica a cerca de 50 metros do Rio Negro.
No trajeto de barco até a Queimada Grande é comum avistar baleias-de-bryde e grupos de golfinhos. Na Ilha da Queimada Grande, o mergulho costuma ser melhor de novembro a julho. A água fica em média em torno de 22 °C no ano e pode chegar a 27 °C entre meados de janeiro e a chegada do outono, mas no início do verão às vezes ocorrem termoclinas muito frias.
As informações desta página, inclusive dados técnicos como profundidade, corrente, visibilidade, acesso e nível recomendado, são informativas e podem variar. Confirme as condições reais com uma operadora local antes do mergulho.
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