Brasil
O Parnaioca é um cargueiro a vapor de casco de aço com cerca de 103 m, cujo nome verdadeiro é desconhecido. O nome vem do local onde ele está, a Ponta Alta da Parnaioca. Depois de mais de 40 anos de pesquisa, a identidade do navio continua um mistério.
A identificação como o vapor Japurá é contestada, porque os destroços parecem ser de um navio mais novo, e o Japurá teria afundado em 1901, a cerca de 25 milhas da Ilha Grande. Uma hipótese ainda em estudo e sem confirmação oficial é que seja o antigo vapor Iguassú, ex-Santa Rosa da Hamburg-Süd, com cerca de 107 m, usado como pontão rebocado e perdido perto da Ilha Grande em 1951. A data do naufrágio também é incerta: há relatos que o situam nas décadas de 1940 ou 1950, sem referência primária, e a construção do navio é estimada entre o fim do século 19 e o início do 20.
Sob o casco emborcado estão as duas caldeiras de duas fornalhas, as máquinas a vapor e os dínamos, e ainda se veem o mastro com gávea, o leme, o guincho e os cabeços. Não há hélice nos destroços. Peixes grandes, como garoupas, costumam frequentar o naufrágio. Na região da Ilha Grande, o inverno, de maio a agosto, costuma ter águas mais frias e sem termoclina, enquanto no verão, de dezembro a março, a termoclina costuma ser mais acentuada.
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