Brasil
O Macau foi construído nos Estados Unidos como navio de desembarque de tanques (LST) e serviu à Marinha americana na Segunda Guerra. Vendido à Companhia de Navegação São Jorge, do Rio de Janeiro, foi convertido em cargueiro de bandeira brasileira e rebatizado Macau, em homenagem à cidade potiguar de Macau, grande produtora de sal. O navio tinha saído de Cabedelo (PB) com destino a São Luís, levando açúcar, plantas, cimento, papel, ferragens e óleo combustível. Um incêndio que a tripulação não conseguiu apagar, com barris de álcool e sacas de açúcar no convés, levou ao abandono do navio, e a guarnição foi resgatada por outro mercante. A corveta Ipiranga, que tentou rebocar o Macau, também naufragou anos depois, em Fernando de Noronha.
Hoje o navio está de cabeça para baixo, com o fundo do casco voltado para a superfície e a proa elevada. Foram justamente as formas do casco, com fundo chato, dois hélices e dois lemes, que permitiram aos mergulhadores identificá-lo como um antigo navio de desembarque. Pescadores jogaram grandes pedras sobre a estrutura para abrir rachaduras e melhorar o ponto de pesca. Em 2011, mergulhadores retiraram cerca de 30 kg de redes de pesca presas ao naufrágio e soltaram animais capturados pela chamada pesca fantasma.
No naufrágio há cardumes de galos, parus, guarajubas, xilas e pirangicas, além de muitas lagostas, peixes recifais, arraias e tartarugas.
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