Brasil
Estes destroços ficaram conhecidos como Guadiana, nome ligado a um cargueiro de bandeira inglesa, movido a vapor e a vela, que levava 1.800 toneladas de café do Rio de Janeiro a Nova York e encalhou nos recifes de Abrolhos em junho de 1885. O nome mudou com as pesquisas: achado por volta de 2000, o naufrágio passou a ser chamado de Arthemis sem que se soubesse por quê, foi identificado como Guadiana em 2003 e, numa pesquisa de fevereiro de 2026, concluiu-se que deve ser mesmo o cargueiro grego Artemis. Essa conclusão se apoia nas máquinas, nas caldeiras e nos dois mastros, compatíveis com o Artemis, e o verdadeiro Guadiana estaria no Parcel das Paredes, ainda não localizado.
A proa está cravada num chapeirão de coral, e o impacto moldou ao recife o costado de boreste da proa. Na popa, a hélice de reserva continua sobre o convés. Os destroços desmantelados já estão cobertos de esponjas, anêmonas, gorgônias e diversos corais, e os chapeirões onde o navio se chocou reúnem muitos corais do gênero Mussismilia. Junto ao naufrágio há pelo menos cinco chapeirões, com o coral mole Neospongodes atlantica, um coral-negro e a gorgônia-de-fogo Muricea flamma, além de cardumes de xiras, budiões e xareletes.
Na região de Abrolhos, a melhor época costuma ir de dezembro a março, com mar mais calmo e água entre 24 e 27 °C. No Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, o período de dezembro a abril, de águas mais quentes, costuma ser o melhor para mergulho.
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