Brasil
O Catalão era um vapor de 3.261 toneladas, com 100,6 m de comprimento e 12,6 m de largura, construído em 1889 pelo estaleiro inglês Stephenson Robert & Co. Antes da bandeira brasileira, teve donos espanhóis e ingleses e pertenceu à Companhia Transatlântica Argentina; na época, era da firma Darisch & Cia., do Rio de Janeiro. Fazia sua primeira viagem com bandeira brasileira, de Buenos Aires para o Rio de Janeiro, a Bahia e o Pará.
A carga era de alfafa, charque, molhados e perfumaria, e nos porões vinham cerca de 800 carneiros e 190 bois e vacas. Muitos animais morreram no salvamento, mas a maioria foi desembarcada na praia. Correram boatos de contrabando a bordo, e a investigação do fisco confirmou a carga ilegal e aplicou sanções ao dono do navio. A população de Laguna ficou furiosa quando o dono do Catalão a acusou de ser “ladra e saqueadora”. O telégrafo no Farol só foi inaugurado depois do naufrágio do Catalão.
Com a água clara, ainda é possível ver o que resta do vapor. Já se levantou a dúvida de que parte desses restos seja do Aldabi, navio perdido em 1937, mas o naufrágio do Aldabi é registrado em outro lugar: ele bateu na laje da ponta do cabo de Santa Marta e afundou junto ao ilhote do cabo.
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