Brasil
O navio deste naufrágio não está identificado, e o nome vem do emissário submarino da CETREL, a cerca de 600 m. Os vestígios, com tanques de ferro, correntes, guincho de ferro e nenhum canhão, apontam para um veleiro mercante de madeira de 26 a 30 m, do fim do século XIX ou início do XX. Uma das hipóteses é que seja um dos clippers americanos Union Jacke, Nye ou Lafayette, incendiados em 1863 pelos cruzadores sulistas Florida e Alabama na Guerra da Secessão, mas ela foi contestada por causa das âncoras, e a identidade segue em aberto.
Pescadores puxavam artefatos do naufrágio com linhas de pesca, e mergulhadores exploraram o navio nos anos 1980 e 1990. Amostras da madeira do casco, retiradas por mergulhadores em 2007, foram identificadas em laboratório como pinus, madeira do Hemisfério Norte, e um caco de louça achado no sítio indica data posterior a 1819. Corre a fama de que seria um navio negreiro, mas no sítio não há grilhões nem algemas, e as correntes são grossas demais para esse uso; só um estudo arqueológico poderia confirmar.
O casco repousa sobre um fundo de rodolitos, formados por algas calcárias, e há abundante vida marinha circulando em volta dos destroços.
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