Brasil
O vapor Alice, da Empresa de Navegação Gram-Pará, sediada no Pará, deixou o porto da Paraíba rumo ao sul em agosto de 1899, levando sal carregado em Mossoró e algodão embarcado na Paraíba, com destino ao Rio de Janeiro. Logo depois da partida começou a fazer água e, sem conseguir esgotá-la, afundou a cerca de 3,5 milhas da praia do Bessa, com a proa voltada para terra. Quando já não havia esperança de salvar o navio, o comandante e a tripulação passaram aos botes e chegaram em segurança ao porto de Cabedelo no meio do dia 20. A causa real do naufrágio é pouco conhecida. Em 18 de agosto, a firma Ribeiro Irmão & C.a tinha segurado 818 sacas de algodão do Alice, e os segurados foram reembolsados até o dia 28.
Diz-se que o navio foi lançado em 1866 com o nome Mariana, mas o hélice de pás aparafusadas encontrado nos destroços só começou a ser fabricado a partir de 1890, o que contradiz essa identificação. É o naufrágio mais próximo da praia do Bessa e, desde 2018, faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Naufrágio Queimado, de cerca de 422 km², junto com o Queimado e o Alvarenga.
No mergulho se veem as caldeiras, dois grandes cilindros com pistões e o hélice, entre outros elementos. Na proa adernada ficam duas âncoras do tipo almirantado, um grande guincho, quatro turcos e cabeços de amarração. Cardumes, corais e algas se instalaram no naufrágio, e nos mergulhos é comum ver raias, tartarugas marinhas e diversos peixes recifais.
As informações desta página, inclusive dados técnicos como profundidade, corrente, visibilidade, acesso e nível recomendado, são informativas e podem variar. Confirme as condições reais com uma operadora local antes do mergulho.
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