Brasil
O Mara Hope nasceu como Juan de Austria, um petroleiro construído em 1967 pelo estaleiro Astilleros de Cádiz, na Espanha, e passou a se chamar Asian Glory em 1979 e Mara Hope em 1983. Em novembro de 1983, quando estava ancorado para reforma em Port Neches, no Texas (EUA), sofreu um incêndio na casa de máquinas. Cento e cinquenta moradores foram retirados pelo risco de explosão, os 40 tripulantes saíram ilesos e o navio ardeu por quatro dias.
Depois do encalhe, o navio foi declarado perda total: a empresa proprietária desmontou o que pôde e saqueadores locais completaram o desmonte, restando só a carcaça. Em maio de 1987, outro incêndio atingiu o navio encalhado, e em 1989 uma empresa que o comprou passou a cortá-lo com maçarico para vender o metal a siderúrgicas, abandonando depois a carcaça. Hoje o navio é propriedade da União, e as inspeções navais de rotina da Capitania dos Portos do Ceará passam pelo local.
Os restos ficam a cerca de 700 m da Ponte Metálica, e o casco aparece na Carta Náutica 710 da Marinha. Em março de 2024, a parte traseira cedeu e virou uma espécie de rampa; consumido pela ferrugem, o navio está quase todo submerso, e a visitação de barco e a subida no casco já não são recomendadas. Num mergulho de outubro de 2010, a vida marinha era pouca: alguns batatas, ciliares e lancetas, além de uma lagosta entocada. No Ceará, a temporada de mergulho costuma ir de março a julho.
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