Brasil
A Ilha do Castilho, a 7,4 km da costa e com 7,32 ha de área emersa, integra a Estação Ecológica dos Tupiniquins, criada pelo Decreto 92.964 de 21/07/1986 para conservar os ecossistemas insulares do litoral sul de São Paulo. No entorno da ilha foi identificado o sítio arqueológico submerso Castilho 1, que provavelmente corresponde ao Soares, um barco de cabotagem afundado entre as décadas de 1950 e 1960. Esse barco teria sido uma das últimas embarcações de cabotagem a ligar os portos do sul do país aos do sul do Estado de São Paulo. Há também registro de fogo na ilha nos anos 1970, provocado por pescadores acampados.
Num levantamento de peixes recifais, o Castilho e a Queimada Pequena, ilhas mais afastadas da costa, tiveram mais espécies por amostra que o Cambriú, mais próximo do continente. No lado abrigado da ilha predominam os zoantídeos, mas não foram observados os corais-cérebro do gênero Mussismilia, presentes na Queimada Pequena. Nos costões, o caramujo saquaritá (Stramonita haemastoma) é o único gastrópode predador abundante e se alimenta de cracas e bivalves. No Castilho também foram encontrados moluscos raros ou difíceis de coletar, como os bivalves Codakia orbicularis e Tellina brasiliensis e o gastrópode Cerithiopsis emersoni.
Fora d'água, em 14/07/1990 um filhote de atobá (Sula leucogaster) recebeu na ilha a anilha U 133 01, talvez a primeira ave marinha insular marcada no litoral paulista. Na parte emersa também foi encontrado um caramujo terrestre do gênero Drymaeus, estudado como possível espécie nova.
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