Brasil
A Eber foi a última das seis canhoneiras da classe Iltis da Marinha Imperial Alemã, lançada ao mar em 6 de junho de 1903, e passou os sete anos seguintes como navio de reserva. No fim de agosto de 1914, perto da Ilha da Trindade, ela passou ao transatlântico alemão Cap Trafalgar, transformado em corsário, dois canhões de 10,5 cm, carvão e a maior parte da tripulação militar treinada. Já desarmada e sob bandeira mercante, chegou a Salvador em setembro de 1914, e a Capitania dos Portos autorizou seu internamento na enseada de Itapagipe. Ancorada junto à península da Ribeira, ficou ali quase 3 anos, mantida pela tripulação, inclusive com pintura nova. Era a única belonave alemã internada em portos brasileiros na Primeira Guerra.
Com a entrada do Brasil na guerra, a tripulação restante ateou fogo ao navio em 26 de outubro de 1917 e abriu as válvulas de fundo para impedir a captura. Cerca de 40 minutos depois, a canhoneira adernou para boreste e afundou, ficando fora d'água só os mastros e parte do costado. Nos meses seguintes, a Marinha tentou reflutuá-la para integrá-la à frota, sem sucesso. Em 1972, foi retirado da canhoneira o "telescópico", provavelmente o telêmetro.
Hoje o navio está muito desmantelado, provavelmente pela exploração e por explosões de pesca com dinamite, e o que resta está bastante enterrado no lodo, com fragmentos de rede e detritos embolados. Poucas peças ainda se distinguem: parte do casco com grandes toras de madeira, o cavername, um cabeço de amarração e partes de um dos mastros. Em 26 de outubro de 2017, centenário do afundamento, descendentes do comandante Alfredo Schaumburg mergulharam no naufrágio, numa visita de cerca de 40 minutos. Nesse mergulho de outubro de 2017, foram vistos uma moreia e cardumes ao redor do navio.
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