Brasil
Nos Chapeirões da Sueste, colunas de rocha e coral se erguem de um fundo de areia e algas, separadas por passagens que formam um labirinto. Essas formações crescem, em média, 1 mm por ano, e cerca de 60% do fundo é coberto por bancos de rodolitos, que são algas calcárias. No arquipélago, as ilhas Siriba e Sueste não têm recifes desenvolvidos ao redor, e sim chapeirões isolados que chegam a 15 m de altura no canal entre elas. A Ilha Sueste, que dá nome ao ponto, é a mais afastada do arquipélago e abriga a maior colônia de atobá-marrom (Sula leucogaster) de Abrolhos. Nos registros de mergulho do Parque em 2017, o ponto aparece, com o nome de Chapeirinhos da Sueste, como o quinto mais mergulhado.
Uma família de grandes badejos costuma receber os mergulhadores na poita. Na subida em espiral até o topo aparecem corais-de-fogo, esponjas, gorgônias e anêmonas, enquanto dentões e moreias são comuns nas reentrâncias. Nos chapeirões também há gorgônias muito grandes, e às vezes surgem tubarões. Entre as colunas, no fundo plano, ficam escondidas arraias-prego e várias espécies de moluscos. No verão, é comum encontrar filhotes de tubarão-galha-preta-oceânico com até 1 m de comprimento.
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