Brasil
O Bearn era um vapor francês de passageiros da Messageries Maritimes, o último de uma série de quatro paquetes a roda de pás feitos para a linha da América do Sul, junto com o Guienne, o Navarre e o Estramadure. Os outros vapores da série tinham popa quadrada, mas a do Bearn era redonda. Fazia a linha Bordeaux – Rio de Janeiro – La Plata quando, em 27/02/1865, provavelmente por erro de navegação, colidiu com os recifes da Ponta dos Castelhanos, a 300 m da Praia dos Castelhanos, na Ilha de Boipeba. Todos a bordo foram resgatados.
Muitos julgam que este naufrágio seja uma nau espanhola de quase 500 anos, a Madre de Dios, mas ele é na verdade o vapor francês. No fundo aparecem grandes formações circulares cobertas de corais, que são as rodas de propulsão lateral do vapor, e a comparação com a maquete do Guienne, seu irmão gêmeo, confirmou a identidade do naufrágio. Sobre o recife há também uma âncora enorme, com uma das unhas presa no coral e a outra apontada para a superfície. O Guienne foi convertido para hélice, rebatizado Gambie e naufragou no litoral norte de Salvador em 1873, oito anos depois do Bearn. Alguns registros chegaram a situar o naufrágio "próximo a Hanos, Brasil", provável erro de transcrição que cortou o "Castel" de Castelhanos.
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