Brasil
O Arembepe II foi encontrado por volta de 2014 por pescadores submarinos, que o chamavam de "rebocador", e recebeu seu nome dos mergulhadores que o documentaram. No primeiro mergulho, em janeiro de 2023, ficou claro que não se tratava de um rebocador moderno, e sim de um navio muito mais antigo, de madeira e movido a vela. O tipo provável é patacho, barca, barquentina ou escuna, com cerca de 40 m, três mastros e casco de madeira possivelmente revestido de cobre.
Buscas em jornais baianos da época não encontraram registro do naufrágio. A proa aponta para 265°, o que leva a supor que o navio seguia rumo a Salvador ou saía de lá. Não foram vistos restos humanos nem os escaleres presos aos turcos, e tudo indica que tripulação e passageiros sobreviveram nos botes.
Hoje, destaca-se nos destroços um fogão de ferro fundido de duas bocas, com cerca de 1 m, a boreste perto da bochecha, considerado a "assinatura" do naufrágio. No centro dos destroços domina uma pilha de pedras de lastro de 20 x 13 m, estimada em 150 toneladas, e há ainda três âncoras almirantado. Os mastros, caídos a bombordo, e o leme de madeira estão muito consumidos pela vida marinha. Em novembro de 2025, duas baleias-de-minke acompanharam os mergulhadores durante toda a descompressão.
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